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Crítica: Need For Speed – O Filme

need-for-speed-aaron-1Lançada em 1994 a franquia de games Need for Speed encantou diversas gerações com suas corridas alucinantes que foram evoluindo lado a lado com a tecnologia dos videogames. Need for Speed – O Filme tenta passar a emoção dos jogos para a telona do cinema e já estreia com o desafio de ter na pista ter competidor de peso como a franquia Velozes e Furiosos.

Obviamente o longa não poderia ter somente corridas e precisava de uma trama para mover seus personagens; nela o mecânico e piloto Tobey (Aaron Paul, o Jesse Pikman de Breaking Bad) herdou de seu pai uma mecânica especializada em carros de corrida, na qual trabalha ao lado dos seus ajudantes; Little Pete (Harrison Gibertson, de Virginia), Benny (Scott Mescudi, de Como Vencer na América), Finn (Rami Malek, de Uma Noite no Museu 2) e Joe (Ramon Rodriguez, de O Sequestro do Metrô 123). Por falta de dinheiro o negócio está a beira da falência, então para salvar a mecânica Tobey acaba aceitando fazer um negócio com o piloto profissional Dino Brewster (Dominic Cooper, de Capitão América), com tem uma antiga rixa por te um relacionamento com sua ex-namorada Anita (Dakota Johnsson, de Anjos da Lei), que é irmã de Little Peter. O jovem Peter é o fio para a virada na trama quando acaba morrendo em um racha envolvendo também Tobey e Dino que foge da cena do crime; o resto é bem previsível, Tobey é declarado culpado pela morte de Little Peter, fica dois anos na cadeia e quando saí deseja somente se vingar de Dino. Toby quer resolver sua desavença com Dino na pista da conhecida e disputada corrida clandestina De Leon, organizada pelo bilionário Monarch (Michael Keaton, de Robocop), um evento no qual o Monarch escolhe merece ou não participar.

need-for-speed-movie-2As corridas que deveriam ser o maior chamariz desta produção deixam bastante a desejar, seja pela quantidade como pela sua qualidade, nenhuma cena chega a impressionar e até tornam-se monótonas; existe pelo menos um esforço de criar corridas que remetam a cada jogo da longa franquia. Esta falta de emoção acontece muito pelas escolhas técnicas do diretor Scott Vaughn, profissional que há anos trabalha em Hollywood como diretor de dublês e tem no seu currículo como diretor apenas o subestimado Act of Valor. Waugh traz bastante esta sua experiência como diretor de dublês para o filme, tentando ao máximo criar cenas, seja nas corridas ou nas batidas, que pareçam reais; Waugh ao fazer isso afasta o público atual acostumado com um estilo mais fantasioso para o gênero; já que a cada filme tanto a franquia Velozes e Furiosos como os próprios jogos de Need for Speed rompem todas as barreiras da realidade e impressionam com cenas espetaculares.

Com uma história batida, Need for Speed carece também de personagens mais envolventes; Aaron Paul ainda não conseguiu sair do personagem que interpretou em Breaking Bad e não demonstra potencial  algum para ser protagonista de um blockbuster; o seu par romântico na trama é Julia (Imogen Poots), uma espécie de patricinha europeia que ama este mundo de corridas, mas tem medo de altura, o romance é pífio tanto pela fraquíssima atuação da atriz como pela falta de química entre os dois. Os alívios cômicos interpretados por Malek e Mescudi se perdem por passar o limite do engraçado para o exagerado; o mais insuportável é Keaton como o narrador da corrida final da trama, personagem nulo e que vergonhosamente narra tudo que está acontecendo não só dentro da corrida, mas como fora dela, o que soa forçado. O único que faz uma atuação decente é Cooper vivendo um típico vilão do gênero, caras de bravo, quase mudo e sem caráter.

need-for-speed-movie-poster-3Se fosse uma corrida Need For Speed teria perdido por uma enorme distância para o seu principal concorrente a franquia Velozes e Furiosos; apesar de terem o mesmo tema são dois filmes incomparáveis, seja na história, elenco e principalmente nas cenas corridas onde Need For Speed não conseguiu passar as emoções do jogo para a telona.

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