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Série Nova: The 100 – 1×01 – Pilot

PilotA principal aposta do CW para este primeiro semestre é The 100; terceira série do gênero ficção científica que o canal lança na temporada 2013/2014. Em uma temporada que o canal não apresentou nenhuma nova série decente e com qualidades, The 100 estreia com um piloto muito empolgante e mostrando um projeto com qualidade e muito potencial.

A trama se passa 97 depois de um apocalipse nuclear onde quase toda a humanidade foi morta; os poucos sobreviventes foram morar em uma base especial chamada Arca, que contém 12 estações de diferentes países que se uniram após o fim da Terra. Para conseguirem sobreviver no local é criado um conjunto de duras regras, incluindo controle de natalidade, limites de uso de comida e remédios e pena de morte para qualquer pessoa que cometer algum crime. A pena de morte não vale para os menores de idades que são colocados em uma prisão até completarem 18 anos, quando serão executados. São exatamente estes 100 jovens delinquentes que são mandados pelo governo em uma missão para descobrir se a Terra voltou ou não a ser um local habitável.

Entre os jovens mandados para Terra está Clarke (Eliza Taylor, de Neighbours), uma jovem que foi presa depois que seu pai engenheiro da base descobriu uma séria falha técnica que ocasionará na morte dos seus habitantes. Clarke e seu pai queriam revelar o que estava acontecendo para todos, mas sua própria mãe Abby (Paige Turco, de Person of Interest), médica da estação, e os mandantes do local temiam que isso criaria pânico entre os morados da base; assim o pai de Clarke foi condenado a morte e ela presa na solitária.

Clarke é uma personagem forte e justa, pretende aproveitar essa viagem a Terra para ajudar os sobreviventes na neve por ser uma das poucas que sabe que a Arca está perto do fim. É raro e muito bom ver em uma série adolescente uma personagem feminina principal que seja tão decidida e menos bobinha, tem sim seus momentos doces e femininos, mas não deixa de ficar focada no seu objetivo que é sobreviver, parecendo ser a mais madura entre os jovens. Na nave que segue para Terra Clarke reencontra com Wells (Eli Goree, de Emily Owens M.D.), filho do Chanceler Jaha (Isaiah Washington, de Greys’Anatomy), o temido líder da base especial. Wells foi o responsável pela prisão e morte do pai de Clarke, que não o perdoa por isso; Wells tenta a qualquer custo reconquistar a confiança de Clarke.

Ainda no elenco jovem, Finn (Thomas McDonnell, de Suburgatory), um adolescente empolgado e audacioso que gosta de quebrar as regras; e possível par romântico da protagonista. Como estamos falando de uma série adolescente atual The 100 não deixa de ter seu triângulo amoroso, formado por Clarke, Finn e Octavia (a linda Marie Averopoulos, de Cult), uma moça que foi presa por anos unicamente por ser a segunda filha de um casal, o que é proibido já que cada família pode ter apenas um filho. O irmão de Octavia é Bellamy (Bob Morley, de Neighbours), o vilão da trama, uma pessoa que odeia o sistema da Arca e que entrou na nave rumo à Terra de forma ilegal unicamente para encontrar sua irmã. Bellamy se alia a John Murphy (Richard Harmon, de Continuum) que é a favor dos seus ideais revolucionários.

Clarke, Finn, Octavia e dois nerds supérfluos embarcam em uma viagem no local desconhecido rumo a uma base onde vão encontrar suprimentos para os 100 jovens e que deve durar apenas dois anos; nesta parte conhecemos a a situação atual e perigosa da terra, além de conhecemos mais sobre os personagens. Apesar de um espaço menor gostei bastante de Finn e do jeito agitado e espontâneo de Octavia que quer aproveitar ao máximo essa sua liberdade; dois personagens que funcionaram bem como alicerces para Clarke.

A recriação da Terra pós apocalipse nuclear é bem interessante com o mistério sobre como os animais que ficaram foram afetados, incluindo peixes gigantes e um assustador veado com duas cabeças! Além da dúvida se o local é ou não realmente seguro, o final do episódio entregou que os 100 não estão sozinhos no local; o que abre a curiosidade para saber se são humanos que foram largados no local ou talvez até uma nova raça!

Outro ponto bastante elogiável é o vilão desta parte jovem do enredo, com Bellamy, o irmão de Octavia e que é metido a revolucionário, o único a possuir uma arma, que pode ter usado antes da viagem para tentar matar o chanceler. Bellamy consegue convencer os jovens de que esta é a oportunidade para eles começaram uma nova vida na Terra, sem os adultos e podendo fazer o que desejam no local, sem ordem e regras. Para isso destroem suas pulseiras, o único objeto que os humanos na Arca tem como saber se os jovens estão ou não vivos, com as pulseiras destruídas os adultos na nave acreditam que eles morreram no local. O inimigo principal de Bellamy por enquanto é Whalls que sofre um forte preconceito por ser filho do Chanceler, tentou sem sucesso colocar bom senso nos jovens, mas foi oprimido por Bellamy.

A descoberta de Clarke e dos outros da existência de outras pessoas ou espécie na Terra também será um dos pontos principais da trama e como os moradores locais vão receber os forasteiros. Também é possível prever que quando Clarke retornar terá um confronto com Bellamy e não aprovará sua revolução; fiquei curioso também para saber em qual lado tanto Octavia como Finn vão ficar.

O roteiro vai se dividir entre duas tramas; na terra e na base especial. Os humanos que ficaram na Arca vivem uma fase de tensão.;Abby, a mãe de Clarke, é uma médica que acredita que os jovens vão provar sua teoria de que é possível viver no planeta e assim vão ter uma salvação. Abby tem um forte desavença com Kane (Henry Ian Cuscik, de Lost), o vice-comandante da nave, e o vilão deste enredo; um personagem que deseja assumir o lugar do Chanceler Jaha e até coloco ele como o principalmente suspeito pelo atentado contra o líder da Arca. Kane esconde de todos a situação quase precária que a nave está, a missão dos 100 jovens enviados a Terra na verdade foi uma maneira de diminuir a população, já que a Arca tem apenas mais alguns meses de vida para eles; se uma solução não for encontrada pessoas podem ter que ser mortas para a sobrevivência dos outros.

Kane é do tipo vilão que tenta justificar as suas atitudes dizendo que quer apenas o bem dos sobreviventes, quando dentro de si está unicamente preocupado com sua sobrevivência e em assumir o controle da nave. Para conseguir isso terá que superar Abby que o odeia por ter sido um dos culpados pela execução de seu marido, que era o seu melhor amigo. Abby terá ao seu lado o Chanceler Jaha que não gosta das atitudes de Kane e desconfia do desejo de matá-lo para assumir o seu lugar. Aqui nesta parte teremos a luta pelo poder e as discussões entre Abby e Kane, a doutora confia que sua filha irá comprovar sua teoria de que pode é possível voltar para a Terra. Outro enredo possível é se os adultos da Arca vão acreditar na possível morte dos 100 e não vão enviar alguém para ver o que está acontecendo, o que pode ser o início de uma guerra entre os dois grupos.

O que apreciei muito no piloto de The 100 é que a série não quis enrolar o público, já entregou detalhes importantes e surpresas da trama, como não deixou dúvidas de quem são os os mocinhos e os vilões, ambos os lados com ótimos personagens e atuações bem regulares. O roteiro também cria um linha narrativa ampla tanto ao desenvolver como será a vida daqui em diante destes 100 jovens neste planeta, além de romances e muito suspense; como também uma história paralela que se desenvolve na base e tem as intrigas principais da trama. O episódio piloto superou todas as expectativas; seguindo desta maneira e evoluindo pode torna-se uma ótima opção para os fãs tanto de séries adolescente como de ficção científica.

Vai dar certo? Provavelmente, a audiência da estreia da série bateu recordes do CW e a produção tem o estilo que o público jovem do canal gosta e também elementos para um público mais adulto.

Para quem gosta de…:  ficção científica, suspense, séries adolescentes.

O TV Cinema e Música irá acompanhar? Sim, o piloto de The 100 chamou a minha atenção e quero acreditar que a série pode torna-se uma boa história de ficção científica com elementos de suspense, romance e etc.

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