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Série Nova: Crisis – 1×01 – Pilot

Crisis - Season PilotNos 90 foram lançados muitos filmes de ação envolvendo sequestros, ambientados em diferentes lugares como ônibus, metrô ou até em aviões, alguns deles envolviam reféns que eram políticos e até o presidente dos EUA; um subgênero que acabou perdendo sua força com o tempo, ainda mais após o atentando de 11 de setembro. Este ano a televisão americana decidiu ressuscitar este gênero; primeiro com a fatídica Hostages da CBS e agora seguindo o mesmo estilo estreia Crisis da CBS.

A trama acompanha um grupo de estudantes de uma famosa escola de Washington nos EUA, onde estudam filhos de poderosos políticos, empresários e até o filho do presidente do país, resumindo a elite dos EUA reunida no mesmo local. Todos estes alunos embarcam em uma viagem de ônibus; tudo o corre bem até que o veículo é sequestrado por um grupo bastante profissional e bem preparado que levam os adolescentes para um local escondido. Agora o FBI corre contra o tempo para encontrar e salvar os jovens, uma missão muito importante por incluir o filho do presidente dos EUA.

Os personagens caricatos começam dentro do ônibus; um grupo de jovens adolescentes comuns; a aluna perfeita que todo mundo ama, que tem um caso com um professor mulherengo; um casal de adolescentes que são melhores amigos, mas gostam um do outro; o filho do presidente com sua postura de herói e claro o japonês inteligente. O único que foge um pouco deste padrão é o personagem Mr. Gibson (Durmon Mulroney, de New Girl), o pai de uma das alunas e que foi convidado para ser o representante deles no passeio, um homem aparentemente tímido e covarde que tenta loucamente reconquistar sua filha que o odeia e quer distância dele. Este foi o único personagem que inicialmente surpreendeu por causa de uma revelação que acontece sobre ele na metade do episódio, mas que logo se perde diante do motivo clichê para seus atos.

Para encontrar os reféns, é chamada a jovem agente do FBI Susie (Rachel Taylor, de 666 Park Avenue) que para conseguir solucionar o caso precisa lidar com sua irmã Meg (Gillian Anderson, de Arquivo X), uma poderosa CEO que é também mãe de uma das sequestradas. As irmãs não se falam há anos e tem uma péssima relação, mas Susie precisa usar a experiência de sua irmã para entrar neste mundo onde os pais poderosos dos alunos estão acostumados a conseguirem o que desejam e não sabem lidar com esta situação onde não podem fazer nada e dependem dos outros para recuperarem seus filhos. Quem irá dividir com Susie o papel de herói da trama é Finley (Lance Gross, de House of Payne), um agente novato do que no seu primeiro dia como segurança do filho do presidente vê o garoto ser sequestrado, e acaba tendo que proteger sua própria vida e de um garoto gordinho mala que é o único refém que consegue fugir. Finley é outro personagem caricato, o agente inexperiente que fez besteira e precisa provar o seu valor, para ficar ainda mais clichê o personagem é negro; para mostrar como a série não é somente sobre crianças ricas brancas, para completar o agente matou o irmão de um dos sequestrados, assim cria-se uma rivalidade entre o herói em um dos vilões.

Apesar de ter um elenco bem extenso a única que faz uma atuação decente é Gillian Anderson, a experiente atriz se saí muito bem como uma empresária fria que precisa recuperar sua filha enquanto também tenta reatar com sua irmã Susie, a agente do FBI era uma personagem com potencial, apesar de sua péssima intérprete, até acontecer uma revelação criada somente para dar mais drama para a história, uma virada que parece ter vindo de uma novela mexicana. O roteiro não foge do básico; pais poderosos com raiva do descaso do FBI acreditando que a agência está unicamente preocupada em salvar o filho do presidente; jovem que claro sofre preconceito pelos seus colegas que acreditam que estão nesta situação por causa dele. Os adolescentes chegam a ser engraçados porque mesmo sequestrados e podendo ser mortos a qualquer momento continuam mais preocupado com seus dramas e amores pessoais.

O que difere um pouco Crisis de Hostages é o seu vilão, aqui bem mais clássico, mas não menos caricato; o homem que foi menosprezado pelo mundo, incluindo o governo de seu próprio pais, deseja com este crime mostrar como é forte e mais esperto que todos, para ficar ainda mais caricato carrega um livro com todo seu plano, trash demais! Outra diferença com Hostages, essa para o lado ruim, é que Crisis não parece muito preocupada em desenvolver seus personagens e sim deve virar uma história de “caso da semana” ou melhor pai da semana; já que pelo piloto e o teaser dos próximos episódios comprova que a narrativa terá a a fórmula de semanalmente o vilão usar um parente de cada refém para concluir seu plano; enquanto o FBI tenta evitar que isso aconteça e procura os reféns. As semelhanças com Hostages são muitas, com a diferença que a história de Crisis é tão trash que pode torna-se atrativa; trazendo aquela velha sensação de você tem a noção de que está assistindo algo muito ruim, mas mesmo assim continua assistindo para ver até onde essa história seguirá.

Vai dar certo? Tudo é possível, mesmo assim acredito que essa série sofrerá o mesmo problema de Hostages que também tinha uma premissa interessante, mas que na prática foi mal desenvolvida e prejudicada pelo seu elenco ruim. No máximo vai conseguir ir até o final da sua temporada para terminar sua história, o que já está bom demais.

Para quem gosta de…: Hostages, histórias de ação, filmes de sequestros dos anos 90, Gillian Anderson.

O TV Cinema e Música irá acompanhar? Não, se fosse idealizado como uma minissérie e com um elenco melhor Crisis poderia até render mais, mas sinceramente não tenho paciência para assistir mais 12 episódios com esta história nada original.

dois_e_meio

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