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Elementary – 2×18 – The Hound of Cancer Cells

Elementary - Episode 2_18 - The Hound of the Cancer Cells - Promotional Photos (1)_595_slogoFazer o certo às vezes custa caro para a pessoa que só quer fazer algo para o bem dos outros; ainda mais quando essa pessoa bate de frente com outras que estão unicamente preocupadas com seus próprios problemas; este episódio de Elementary teve exatamente duas histórias paralelas que tinha em comum duas pessoas que perderam suas vidas ao tentarem fazer o bem.

O episódio começou mostrando um cientista indo tomar banho e sendo vítima de uma armadilha na qual ficou preso em um banheiro enquanto gás hélio foi colocado no local; uma morte com um tom humorístico diante da engraçada voz que a vítima ficou antes de morrer. A pegadinha foi que a mesma vítima apareceu depois sentada com um saco na cabeça como se tivesse cometido um suicídio e até tinha deixado um bilhete de despedida; o telespectador já sabia que se tratava de uma armação, algo que o próprio Gregson percebeu e que foi comprovado rapidamente por Sherlock. O cientista se chamava Barry e trabalhava em uma revolucionária máquina que seria capaz de detectar se uma pessoa tinha ou não câncer através da respiração; experiência que foi finalizada depois que um artigo dele sobre o estudo foi desacreditado após uma denúncia sobre Barry ter apresentado falsos dados no artigo.

Barry teria assumido no bilhete suicida que o artigo tinha realmente dados falsos e por isso se matou; o que mais tarde revelou ser algo bem mais profundo. Um crime que teve muitas reviravoltas; Sherlock teve até ajuda de uma agente da Mossad, a agência secreta da inteligência de Israel, que conhecia a vítima, porque sejamos sinceros qualquer um perceberia que aquele lugar não era uma agência de viagem de maneira alguma. A resposta para o crime estava claramente na pesquisa que Barry estava desenvolvendo; o tal Adam Peer que nos últimos anos revelou muitas armações em pesquisas científicas e que denunciou o estudo de Barry parecia ser o culpado provável.

Essa parte foi essencial para entender melhor a vítima, Barry apesar de trabalhar para uma grande companhia era uma ótima pessoa e só queria que o bem fosse feito, se aliou a outra cientista e juntos criam o pseudônimo Adam Peer para revelar coisas erradas que estavam sendo feitas aproveitando o conhecimento que ambos tinham. Isto revela o quanto Barry só queria fazer o bem e acabou sendo vítima do próprio Adam, quando alguém usou o pseudônimo para descredibilizar sua pesquisa que não era falsa e sim verdadeira. Barry era tão boa pessoa que mesmo sendo o próprio Adam preferiu ver sua pesquisa ser destruída do que acabar com Adam e a chance de ajudar a revelar outros segredos da indústria farmacêutica.

Com Adam fora da lista de suspeitos, o caminho mais óbvio era a resposta do crime estar em alguma rivalidade entre as empresas que criam remédios, já que a indústria farmacêutica é conhecida pela sua forte concorrência, mas desta vez a solução foi algo mais banal e virou um crime passional. Elementary desta vez entregou o culpado pelo crime rapidamente, na primeira cena deu para perceber que o chefe de Barry e responsável pelo investimento da pesquisa, Printz, era o culpado; agora o motivo foi um pouco mais difícil de descobrir, mas tinha relação com o divórcio de Printz citado diversas vezes na trama. Divórcios são complicados ainda mais quando uma das partes é um homem milionário que não quer de maneira alguma dividir seu dinheiro com sua esposa. Printz era até que bem inteligente tanto para criar a morte de Barry como também para matar a sua própria esposa e se auto incriminar, uma estratégia ousada e que quase deu certo. A clássica cena de Sherlock revelando para o culpado, no caso Printz, como e porquê matou  Barry e sua esposa ganhou um tom mais sarcástico com Sherlock levando a divisão do táxi para mostrar como o álibi dele do culpado era falso.

Watson não participou muito deste caso porque foi ajudar Bell a encontrar uma garota chamada Nicole que testemunhou um perigoso traficante matando um jovem, mais um crime para a lista do bandido que sempre conseguia escapar; o testemunho da jovem era essencial para colocar o traficante atrás das grades, mas a jovem ficou com medo e fugiu para não ter que testemunhar. Este caso é curioso porque Bell pediu tanto para Watson quanto para Sherlock  que o ajudassem, mas Watson preferiu assumir sozinha este caso já mostrando sinais da confiança em si mesma como detetive.

Bell estava muito contente porque finalmente está recuperado totalmente do acidente com sua mão e tinha passado no teste para voltar ao trabalho de campo; para comemorar este fato iria fazer um encontro em um bar com seus amigos policiais e claro convidou Watson e Sherlock. Esta parte do enredo foi interessante para ver como Sherlock e Watson enxergam uma situação de maneiras tão diferentes; a ajudante estava empolgada com a festa e tinha tido uma ideia genial de dar para Bell como presente o papel com o alvo usado por ele no teste final, um presente bastante carinhoso e original. Sherlock sempre tem a tendência de fugir de confrontos e de situações na qual sabe que fez algo errado, foi uma desculpa bem fraca essa história de que não poderia ir na festa porque aconteceria em um bar, o consultor já passou faz tempo desta fase. Compreendo que por mais que ajude a polícia de Nova York Sherlock sabe que não faz parte do grupo, muito por causa do seu próprio comportamento e o outro e principal motivo era que Sherlock acreditava que Bell não queria ele na festa; o consultor custou acreditar que Bell o tinha perdoado tão facilmente e por isso fugiu de ir na festa.

Watson além ser sempre vítima da insônia de Sherlock que cada vez mais cria maneiras desconfortáveis para acordá-la, realmente não tem sua chance de brilhar, parecia que seria a primeira vez que a agora detetive iria solucionar tudo e ganhar os louros por isso, mas acabou que a história era sobre Bell. O recém integrado detetive ficou sabendo através de Watson que um conhecido professor do bairro onde cresceu estava acolhendo Nicole, já que ela não queria mais testemunhar porque estava grávida.

Assim como a vítima do caso principal só queria fazer o bem o mesmo aconteceu com este professor que queria melhorar o bairro que tanto ama, sem ter noção de quantas vidas ajudou incluindo a do próprio Bell que mesmo sem ter o conhecido se inspirou nas lendas do professor. Uma ironia do destino o professor ter ido matar o traficante e depois ser morto, um homem que sempre fez o bem e chegou ao limite para isso dando a sua própria vida para tirar a de um homem que só fez o mal; o professor acabou tornando-se de verdade a lenda de um homem que deu sua vida para transformar o bairro que morava em lugar melhor.

Sherlock acabou indo na festa e dando de cara com um Bell desanimado sem coragem de entrar na sua própria comemoração porque apesar de ter voltado ao trablaho estava triste pela morte do professor, como disse Sherlock o trabalho deles tem um preço bastante alto. O convite de Sherlock para Bell não entrarem na festa e sim tomarem um café foi o que faltava para selar a paz entre os dois e o passado ser deixado para trás; Sherlock e Bell sabem que sempre vão ter pelo menos em comum as felicidades e as tristezas do trabalho deles.

Elementary essa semana teve um episódio bastante regular, se não foi memorável pelo menos foi um bom entretenimento, com duas boas histórias; aproximando-se do final de sua temporada a série começa finalmente a manter uma regularidade; o que é bom já que apesar da audiência instável e as críticas a este seu segundo ano, a série surpreendentemente foi renovada essa semana para sua terceira temporada.

tres

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