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Elementary – 2×17 – Ears to You

Ears to YouCom um enorme prazer afirmo que nesta semana Elementary trouxe um episódio que teve um dos casos mais divertidos da série e o segundo melhor episódio da temporada, o primeiro continua sendo o do retorno de Moriarty. Desta vez o crime da semana não foi ridículo ou de fácil dedução, pelo contrário, teve uma investigação de verdade com muitas descobertas e uma virada em sua conclusão que foi bem sagaz dando um ar de novidade, algo que a série não apresentava há tempos em um caso.

O caso começou com um homem chamado Gordon Cushing recebendo um pacote com as orelhas de sua esposa Sarah, uma mulher que teria desaparecido em 2010 e mesmo após quatro anos Cushing ainda era considerado o responsável pelo desaparecimento dela; mesmo com Cushing afirmando que sua esposa simplesmente um dia foi embora e também sem o corpo da mesma nunca ter sido encontrado. O mesmo Cushing recebeu um ano depois do desaparecimento de sua esposa uma ligação da própria Sarah dizendo que tinha sido sequestrada e para ser solta o sequestrador da época exigiu uma enorme quantidade de dinheiro, a qual Cushing pagou sem ter sua esposa de volta, e somente depois que tudo isso aconteceu foi contar para a polícia, que continuou não acreditando nele e achando que era mais um golpe para acobertar o crime cometido por ele.

As tais orelhas tinham realmente o DNA de Sarah e assim Sherlock e Watson começaram a investigar este caso que os deixou de orelhas em pé…desculpe, mas não teria como perder a oportunidade de fazer este trocadilho. Quando Cushing matou o sequestrador pensei que o caso caminhava para o óbvio, Cushing tinha realmente matado Sarah e estava fazendo tudo para aplicar alguma espécie de golpe e limpar o seu nome, teoria que provou estar completamente errada! A virada da história quase não aconteceu, porque quando Sherlock e Watson procuravam em um reunião para pessoas viciadas alguém que conhecesse o sequestrador que Cushing matou; Sherlock não gostou de invadir a privacidade das pessoas no local e quando estavam indo embora acabaram dando de cara com ninguém menos que a própria Sarah viva e com duas orelhas!

Daí em diante era fácil prever que Sarah estava envolvida no golpe para tirar dinheiro do seu marido e quando foi dito que ela estava casada com um cirurgião plástico até cheguei acreditar que talvez tivesse feito um transplante de orelha, mas foi algo ainda mais bizarro! Foi bizarra e bastante inesperada a solução do crime, na qual o cirurgião plástico criou as duas orelhas e implantou (cena trash!) nas costas da Sarah para ter nelas seu DNA ! Poderia até ser inverossímil, mas existe mesmo essa técnica usada para criar órgãos em pessoas que perderam partes do seu corpo e porque não alguém que domina esse tratamento não poderia usá-lo para o bem próprio.

Depois de um retorno bem decepcionante a continuação da trama de Lestrade foi também muito mais atraente; o detetive estava vivendo uma depressão enorme porque percebeu que sem Sherlock não conseguiria ser bom em sua profissão, o que é pura verdade porque ele nada mais é do que um detetive comum. O confronto de ideias de Sherlock e Watson sobre como tratar Lestrade foi bem construído; esperava mesmo que Watson acabasse ajudando o detetive a se reerguer, ainda mais depois de vê-lo bêbado, afinal Watson não consegue deixar de ajudar alguém com algum vício. A postura de Sherlock também não deixava de ser certa e fazer o mesmo que aconteceu com ele, deixar Lestrade em paz e chegar ao fundo do poço para depois se levantar sozinho e assim parar de depender do seu antigo consultor.

A solução para Lestrade sair do poço acabou sendo uma mistura da maneira de pensar tanto de Sherlock como de Watson. Através da insistência de Watson, Lestrade decidiu investigar o caso do homem que roubou a carteira dele; um crime tão fácil de ser solucionado que Lestrade não acreditou ser possível e então criou uma teoria na qual Sherlock o ajudou a resolver o crime. Dois indícios davam até elementos para a teoria de Lestrade; na abertura foi mostrada a cena de outro episódio no qual Sherlock fez uma falsa voz, além da cena deste enredo na qual Watsou viu uma das penas dos galos em Sherlock.

Tudo não passou de uma ilusão de Lestrade porque Sherlock não teve nenhuma ligação com o caso das carteiras. A contradição é que para Lestrade voltar a ter confiança em si mesmo criou em sua cabeça uma teoria na qual tinha conseguido desvendar um golpe criado por Sherlock Holmes; o que tirando Moriarty ninguém mais seria capaz de conseguir tal proeza.

A surpresa foi que que Sherlock decidiu apoiar a teoria de Lestrade para animá-lo e fazer com que o detetive voltasse a ter confiança em suas habilidades. Essa foi uma ação generosa de Sherlock, além de ser um voto de confiança em Watson ao resolver a questão de Lestrade da maneira que sua parceira achava melhor. Como resposta Watson também deu seu voto de confiança em Sherlock ao permanecer na cozinha enquanto ele desarmava uma bomba que poderia explodir a qualquer momento; o que nada mais é do que uma maneira de Watson dizer que confia que Sherlock sempre encontrará a solução.

Quando estava prestes a desistir de Elementary a série exibe este agradável episódio com um caso que não foi tolo e com uma história secundária que deu prosseguimento ao amadurecimento de Sherlock e da sua parceria com Watson.

tres

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