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Crítica: Sem Escalas

Sem Escalas-1Desde o fim da década de 90 o gênero de ação carece de um grande astro, dificilmente alguém apostaria que o ator que ficaria com este posto no presente seria Liam Neeson. O ator de 60 anos consagrado pelos seus papéis dramáticos tornou-se um especialista neste estilo nos últimos anos e agora estrela o divertido Sem Escalas.

Nas primeiras cenas o público conhece pequenos detalhes sobre Neil Marks (Neeson), um homem lutando com o alcoolismo que é obrigado a fazer um voo de Nova York para Inglaterra, mal-humorado e que não gosta de voar. Antes da confirmação através do exagerado close-up no seu distintivo, são detalhes que ajudam a revelar que Neil é na verdade um daqueles agentes que ficam disfarçados dentro do avião para evitar que um novo ataque terrorista como de 2001 aconteça. A ação acontece quando Neil recebe uma mensagem em, uma rede exclusiva para agentes, de um dos passageiros dizendo que matará uma pessoa dentro do avião a cada 20 minutos caso não sejam transferidos US$ 150 milhões para sua conta. Começa assim um jogo de caça onde Marks precisa encontrar entre os 150 passageiros o culpado antes que ele escolha sua próxima vítima.

Sem Escalas-2Diferente de outros filmes estrelados por Neeson, Sem Escalas não é apenas um thriller de ação e sim faz uma mistura de outros tipos de histórias; como o clássico detetive procurando o culpado e o rapto do avião misturado ao mais que atual tema do terrorismo. Combinados em um roteiro que não pretende revolucionar o gênero e sem divertir o público, tarefa que cumpre muito bem colocando o seu público como seu protagonista tentando desvendar quem destes passageiros é o culpado.

O diretor Jaume Collet-Serra consegue aproveitar ao máximo o único cenário da trama, percorrendo cada parte da aeronave mostrando cada passageiro e sempre levantando a suspeita em cada um deles. Para montar este quebra-cabeça o roteiro cria uma sequência de fatos que não entregam o culpado de facilmente e com isso alguns passageiros constantemente entram e saem da lista de suspeitos. Não deixando de ter personagens ou melhor suspeitos propositalmente caricatos, a mocinha (interpretada por Julianen Moore) misteriosa, o agora tradicional muçulmano, entre outros personagens dúbios que aumentam a dificuldade para desvendar o mistério que é segurado ao máximo.

Sem Escalas-3Neeson reúne sua já vasta experiência no gênero e traz a sua veia dramática para o personagem, dando um tom mais elegante a um comum agente amargurado por um passado triste e alcoólatra que vê nesta chance a oportunidade de uma redenção. Neeson é ainda acompanhado de Jullanne Moore como a mocinha da trama e uma coadjuvante essencial para dar um pouco de leveza a tensa trama; o restante do elenco também é bastante competente, com coadjuvantes como Michelle Dockery (Downtown Abbey) e também, na época da filmagem ainda desconhecida e agora ganhadora do Oscar, Lupita Nyong’o(12 Anos de Escravidão)

A única inconsistência neste thriller é o seu debate comum sobre o mundo pós 11 de setembro; apesar de saber encaixar bem em sua trama o temor que foi criado após o ataque terrorista, com seus preconceitos e o medo comum de estar dentro de um avião ao lado de terroristas; o roteiro se deixa levar aos clichês do tema. Um aprofundamento raso que não atrapalha a sequência de ação final onde Sem Escalas se entrega totalmente ao gênero da ação e esquece de ser lógico e sim um puro entretenimento.

tres

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