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Crítica: Pompéia

Pompeia-1Uma das maiores tragédias da história foi Pompeia na qual milhares de pessoas perderam suas vidas por causa da erupção do vulcão Vesúvio em 79 D.C. Como apenas contar a trágica história do que aconteceu com a população de Pompeia não é o bastante, o longa que ganha o nome do local encaixa no meio da erupção do vulcão um drama morno sobre o amor de uma jovem (Emily Browning, de Sucker Punch) de família rica que se apaixona por um escravo gladiador (Kit Harrington, de Game of Thrones).

A história supérflua poderia até emocionar os mais sensíveis se não fosse tão similar com Titanic; muda-se a época mais a premissa é a mesma, contar uma história triste que todo mundo conhece o final através de um romance. A abissal diferença entre as duas obras são as pessoas que estão por de trás de cada filme; o diretor Paul W.S. Anderson (franquia Resident Evil) não se compara a James Cameron nem mesmo no seu único talento que é o uso de espetaculares efeitos especiais, os quais também se baseiam demais em outros já feitos na história do cinema; além do que Browning e Harrington não são e nunca vão ser Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Se não bastassem as similaridades com Titanic o roteiro escrito por três profissionais, dois deles responsáveis pelo ainda mais esquecível Batman Eternamente, tenta também incluir elementos de O Gladiador na história. O personagem de Harrington assim como o de Russell Crowe também é um escravo que vira gladiador e que claro faz amizade com outro lutador (Adewale Akinnuoye-Agbaje, de Lost); não podendo deixar de faltar uma vingança do protagonista contra um poderoso romano, desta vez o senador Corvus (Kiefer Sutherland, exagerado e fazendo um Jack Bauer do mal).

Pompeia-2Tudo isso faz de Pompeia um filme sem personalidade, uma produção com um grande orçamento usado apenas para reunir ideias já feitas e que se perde por ficar constantemente dividido entre ter que contar o romance e retratar a tragédia histórica; sem conseguir fazer nenhum dos dois da melhor forma. O romance é mal desenvolvido e rápido demais para ser crédulo, parecendo mais um amor vindo das histórias da Disney; Harrington se saí bem na ação por estar acostumado as cenas do tipo por causa de Game of Thrones, mas está despreparado ainda para assumir um papel como protagonista, quando precisa falar suas limitações como ator ficam mais que visíveis; a linda Browning é nada mais do que um talento desperdiçado.

O diretor Paul W.S. Anderson que ganhou fama com adaptação da franquia de games Resident Evil já tinha demonstrado sua paixão por histórias clássicas e de época no fatídico Os Três Mosqueteiros. Em Pompeia o diretor traz seu estilo de muitas cenas de batalha com efeitos especiais em câmera lenta e em 3D e que são meros efeitos repetidos em outros filmes do gênero catástrofe. É quando chega a hora de mostrar a destruição de Pompeia que o Anderson faz o que se espera dele com grandiosas e longas cenas de destruição tudo em 3D para fazer ainda mais efeito. Se o diretor merece algum crédito é que pelo menos desta vez não tentou enfiar sua esposa Mila Jovovich de alguma maneira no elenco.

Pompeia-3Falta em Pompeia originalidade para ser pelo menos um razoável filme catástrofe e é ainda mais medíocre como uma retratação de um fato histórico; que Paul W.S. Anderson se satisfaça apenas em usar sua mediocridade como diretor nas intermináveis sequências de Resident Evil ou que encontre outra franquia banal que o satisfaça e o afaste de histórias que necessitam de profissionais mais habilidosos.

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