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Série Nova: Those Who Kill – 1×01 – Pilot

S1TWK1A nova série do A&E Those Who Kill é um remake de uma elogiada produção dinamarquesa, a versão americana é estrelada pela maravilhosa, em todos os sentidos, atriz Chloë Sevigny (American Horror Story e Hit & Miss); o episódio introduz uma história que logo conquista.

A trama acompanha a recém promovida a detetive Catherine Jensen (Sevigny); uma profissional bastante misteriosa e dona de um estilo próprio de investigação. No piloto, Jensen teve que caçar um serial killer de mulheres, um homem nojento que além de matar torturava suas vítimas. Para desvendar o caso Jensen pediu auxílio do psiquiatra forense e especialista em traçar perfis de criminosos Thomas Schaeffer (James D’ Arcy, Diário de Uma Garota de Programa); o doutor já trabalhou antes para a polícia, mas foi afastado porque se envolvia demais nos casos e isso atrapalhou uma investigação.

O excelente piloto vai muito mais além do que apresentar a trama e sim já faz um desenvolvimento de seus personagens que seguem o padrão atual de séries adultas de terem muitas imperfeições; ninguém nesta história é bom ou ruim, todos vivem no meio-termo tendo poucas diferenças entre os homens da lei e os criminosos. O roteiro cria uma ação de medo constante diante de personagens tão instáveis e nada confiáveis, como dito antes aqui ninguém é perfeito e sim são seres humanos comuns do dia a dia. A parte estética da série é composta por uma bela e escura fotografia dando ainda mais a sensação de introspecção e o lado sombrio de seus personagens. A série deve seguir a fórmula de crime da semana , o primeiro assassino foi bastante assustador dando ainda mais intensidade como fio condutor para conhecermos os dois principais personagens da série, Jensen e Schaeffer.

A própria protagonista é uma personagem atípica e cheia de camadas a serem desvendadas sobre a sua personalidade. Jensen esconde um mistério envolvendo o desaparecimento de seu irmão mais novo há anos e o qual acredita que o seu padrasto seja o culpado; a cena inicial já foi crucial para entender a complexidade da personagem principal invadindo a casa de seu padrasto enquanto ele dormia, um comportamento muito comum de um sociopata. O drama do rapto de seu irmão abalou bastante Jensen que mostrou suas contradições; em um instante é gentil com a filha da sua melhor amiga legista e no outro apareceu se cortando quase como uma punição.

Thomas é ainda mais profundo, a sua habilidade em traçar perfis e entender a mente dos criminosos é um sinal de como o próprio se assemelha a eles. A cena que Thomas deixou Jensen presa dentro da caixa usada pelo serial killer pareceu muito mais que uma maneira dele entender a mente do assassino e sim sentir um prazer real com o fato. A reação da sua esposa ao ver que ele estava voltando a trabalhar em um caso também mostra a preocupação dela com o estado mental de seu marido; apesar de parecer que ele é um pai bastante carinhoso.

Chloë Sevigny com sua beleza andrógina não muda para este papel seu estilo de atuação, sempre profundo e dramático, o que alguns erram ao chamá-la de exagerada, quando na verdade a atriz quer com essa alta intensidade dar vida para suas personagens. Dificilmente outra atriz teria a capacidade de impressionar tanto em apenas um episódio com sua personagem, auxiliada em um roteiro que sabe como atrair o público. D’Arcy parece menos preparado para um papel tão denso como o de Sevigny, apesar de algumas falhas faz uma atuação que é o bastante para a personalidade de seu personagem.

O relacionamento destes parceiros começou de forma bastante profunda com muitos choques; Thomas se aproveitou da situação ao deixar Jensen dentro da caixa e a mesma colocou uma arma na cabeça dele para mostrar que quem manda nesta parceria é ela; ambos se parecem por entenderem de forma mais ampla a mente dos criminosos que caçam e um acaba precisando do outro para suprir suas necessidades como é revelado na última cena do episódio. Jensen usou o caso do serial killer unicamente para chamar atenção e testar Thomas porque desde o começo sabia que ele poderia ser aquele que ajudaria a desvendar o caso de seu irmão. A cena final do episódio mostrou o real motivo de Jensen insistir tanto em Scheffer e como esta relação entre os dois é puramente de interesses; a detetive para solucionar o caso de seu irmão e o professor pela seu prazer de investigar e entrar na mente de criminosos.

Vai dar certo? Merecia ser um enorme sucesso, uma história com potencial, bons atores, além de uma equipe técnica e roteiristas que buscam fazer algo diferente para o gênero. O receio fica pela violência e tom sombrio da trama que pode afastar o público mais acostumado a séries policiais mais leves, outro problema é a trama ficar se segurando demais ao casos da semana, talvez valeria mais a pena investir em um serial killer por temporada do que um caso semanal.

Para quem gosta de…: Séries policiais, suspense, The Bridge, Hannibal Chloë Sevigny

O TV Cinema e Música irá acompanhar? Sim, mas não semanalmente e sim irei publicar um texto no final da temporada na coluna “Comentando a Temporada”.

quatro_e_meio

Um comentário em “Série Nova: Those Who Kill – 1×01 – Pilot

  1. […] que seja o culpado pelo desaparecimento de seu irmão quando tinha apenas 16 anos. Escrevi no meu review do piloto da série que tinha um forte receio de como a violência e a história sombria da trama […]

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