Crítica: Missão Madrinha de Casamento
Missão Madrinha de Casamento (péssimo título em português) é da sua cena inicial até a final uma tentativa de fazer uma versão feminina das comédias atuais, como Se Beber, Não Case!, Ligeraimente Grávidos e Superbad, tanto que as duas últimas foram produzidas Judd Apatow que também produz essa comédia para mulheres.
A comédia consegue cumprir essa tarefa facilmente ao mesmo tempo que repete os erros e piadas que não funcionam nos filmes citados acima. O filme segue uma linha narrativa e escolha de piadas praticamente iguais as das comédias de maior sucesso dos últimos anos, só que com único diferencial de ter uma trama com uma visão feminina.
Na trama, Annie (Kristen Wiig) é uma mulher que vive uma péssima fase na sua vida, o seu negócio faliu, ela trabalha em um local que não gosta, divide apartamento com um casal de irmãos bem estranhos e para completar descobre que sua melhor amiga Lilian (Maya Rudolph) vai se casar.
Como melhor amiga da noiva, Annie acredita que vai assumir as principais responsabilidades da festa só que ela terá uma grande rival Helen (Rose Byrne), a nova amiga de Llilan. Helen é uma típica madame, rica, chique e insuportável, que vai fazer de tudo para derrubar Annie e mostrar que ela é a melhor amiga de Lillian.
A trama e as piadas giram em torno do casamento e como diz o título nas madrinhas de casamento, um grupo bastante peculiar. Além de Annie e Helen, o grupo é formado por Rita (Wendi McLendon-Covery), uma mulher que vive um casamento infeliz, Becca (Ellie Kemper), recém-casada e que ainda acredita no amor e Megan (Melissa McCarthy), a irmã do noivo e uma mulher que apesar do seu problema de peso é bastante segura.
O ponto principal e melhor da trama acaba sendo a competição entre Annie e Helen, enquanto a primeira se esforça para fazer festas que toquem o coração de Lillian, Helen usa todo seu dinheiro para causar impacto. O universo e principalmente a rivalidade entre as mulheres são mostradas de forma engraçada e que vai atrair principalmente o seu público principal, os homens podem ficar um perdido em certas piadas feministas e discussões sobre vestidos.
Usar a mesma fórmula de outras comédias sem querer criar algo novo é sempre algo perigoso, no final acaba sendo mais do mesmo, o que acontece nesta comédia. Não faltam piadas cansativas e longas demais (como a cena do avião), momentos de discussões e de declarações de amor e de amizade, claro além de uma desnecessária piada escatológica, desta vez envolvendo um restaurante de comida brasileira onde os garçons falam com sotaque espanhol (!).
As personagens secundárias também são um poço de clichês, com a mulher mais durona, a bobinha e claro a gordinha simpática que acaba conquistando a todos. Wiig que além de estrelar assina o roteiro ao lado de Anni Mumolo, consegue fazer uma atuação razoável só que parece repetir a mesma personagem que faz há anos no Saturday Night Live.
Quem acaba roubando o filme e atenção é Rose Byne mostrando toda sua versatilidade como atriz, desta vez com uma típica madame que implora por atenção, no final a personagem mais divertida e menos fantasiosa.
Missão Madrinha de Casamento fez tanto sucesso e conseguiu chamar atenção por ser um pouco diferente de outras comédias, pela escolha ter mulheres como protagonistas e principalmente por mostrar uma visão menos padronizada do universo feminino.


Achei esse filme um porre,uma droga,perda de tempo!