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Crítica: Conan – O Bárbaro

18/09/2011

 

Dizer que este novo Conan – O Barbáro é um remake do filme homônimo dos anos 80 seria uma mentira, o filme é uma reinvenção do clássico personagem criado por Robert E. Howard com uma história que usa todas as fórmulas atuais do filme do gênero e com isso apresenta mais um filme de ação dispensável.

 

O filme é uma junção de erros de roteiro, elenco, direção e pior de todos por não conseguir entender a história do bárbaro. Conan parece mais um remake do horrível Fúria de Titãs, seguindo a mesma fórmula de colocar um personagem em muitas cenas de luta, monstros e magia, uma pequena paixão, frases de efeito, um vilão bem canastrão e um gancho para uma continuação.

Na trama, Conan (Jason Momoa) já nasceu no meio de uma batalha e cresceu sempre achando que a violência é algo natural entre os homens, ainda quando criança viu seu pai (Ron Perlman) ser junto com os habitantes de sua aldeia serem assassinados. O jovem cimério cresceu e se tornou um grande guerreiro que passou anos da sua vida em busca de vingança contra aqueles que mataram seu pai e sua tribo.

 

O filme original dos anos 80 e tinha o então astro Arnold Schwarzenegger no papel principal, se não era um filme perfeito, era mais ingênuo e menos pretensioso, tinha uma boa história de ação que respeitava as principais característica do personagem criado por Howard. A nova versão quase transforma Conan em um vilão diante de tantos atos violentos impensáveis, o cimério agora interpretado por Jason Momoa fala mais só que diz somente frases baratas e não mostra a mesma força física e habilidades nas batalhas.

O roteiro escrito por Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer parece quase amador, tenta apresentar uma história que de tão simples se torna confusa, com uma estrutura que parece um jogo de video game, com personagens mal desenvolvidos e os poucos dialógos são risíveis.  O roteiro quase nulo não consegue aproveitar as qualidades da história original, a luta por vingança de Conan é resumida em algumas cabeças cortadas e a magia que sempre foi um dos atrativos dos quadrinhos é usada da pior maneira possível.

O diretor Marcus Nispel, especialista em fazer remakes ruins como as novas versões de Sexta-feira 13 e O Massacre da Serra Elétrica, mostra toda sua falta de capacidade como diretor, inclusive uma falta de criatividade para filmar cenas de ação, já que todas do filme são praticamente iguais.

Com um roteiro e direção ruins, o péssimo elenco passa quase despercebido, Momoa não faz mais do que o esperado para o papel, com o único diferencial de ter mais falas neste remake, não supera Schwarzenegger nas cenas de ação, principalmente pelo seu porte físico com estilo mais de lutador de artes marciais do que de um guerreiro cimério.

 

O resto do elenco é quase dispensável, Stephen Lang está péssimo como o vilão principal, parece repetir o mesmo papel de Avatar só que com uma roupa e um cabelo diferente. Rose McGowan é a que consegue se sair um pouco melhor como filha do vilão e feiticeira, apesar de seus poderes serem usado da pior maneira possível e com péssimos efeitos especiais. A pior de todas é Rachel Nichols que tenta viver uma mocinha moderna que sabe se defender, mas que no final sempre precisa da ajuda do seu herói.

Conan- O Bárbaro não consegue nem chegar perto de ser um razoável e aceitável filme de ação, são quase duas horas de muitas lutas repetitivas, nudez e sangue, mais um exemplo da atual falta de criatividade em Hollywood.

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7 Comentários leave one →
  1. 18/09/2011 20:51

    Massacrou o Conan!
    Eu li por aí que não foi bom na bilheteria, então Conan 2 não vai ter, né?
    Estou começando a achar Momoa estranho com cara lisa, o visual Kal Drogo cai melhor…

  2. 19/09/2011 3:41

    Pelo jeito que voçê escreveu esse Mamado digo…Momoa não aguentaria nem um tapa do velho e classico Arnold “Conan” Schwarzenegger!! por Crom que façam um filme decente do Conan!!

  3. 19/09/2011 3:45

    pelo jeito além de levar uma surra do Arnold Conan “Schwarzenegger” esse Momoa ainda ia levar uns sopapos do deus Crom por esse filme “desbarbarizado”!!

  4. Magno Wilson Link Permanente
    11/11/2011 16:35

    aCABEI DE ASISTIR EM CASA, NÃO PUDE ASSISTIR NO CINEMA. BEM CRESCI ASSISTINDO OS FILMES DE CONAN, SUA PASSAGEM DE BARBARO PARA REI. o fILME ORIGINAL NÃO APRESENTAVA NENHUMA HISTORIA ORIGINAL,ERAM LUTAS DE ESPADAS E UMA DONZELA EM PERIGO, ASSIM COMO NO RAMEKE, MAS COMO TODOS QUE ESPERAVAM PELO O FILME ESPERA ALGO MELHOR PELA A TECNOLOGIA DE EFEITOS DE HOJE E TUDO MAIS. BEM É VERDADE A ESCOLHA DO ELENCO FOI ERRADA E FALTOU ROTEIRO, NÃO DEU PARA ENTENDER SE NO COMEÇO CONAN TINHA UM PEQUENO EXERCITO E ERA TIPO DE UM PIRATA SEI LÁ, ME LEMBRO QUE NO PRIMEIRO ELE ERA UM MERCENARIO. MAS NOTA 10 PARA A PRIMEIRA CENA DE LUTA COM OS CARAS DE AREIA, MOMOA TAMBÉM NOTA 8 E O FILME EM GERAL NOTA 7. SERIA LEGAL SIM TER UMA CONTINUAÇÃO, AGORA QUE NÃO TEM MAIS VINGANÇA O CONAN PODE SER UM POUQUINHO MAIS MALVADO.

  5. valdinei de almeida Link Permanente
    01/07/2012 2:29

    o melhor filme que ja olhei epico ate hoje foi conan o barbaro . 1981 com scwharzenegger . nao podemos culpar jason momoa . ele nao tem geito de barbaro e nao foi bem em conan . mas temos que saber que ele so fez oque o diretor pediu

  6. Cláudio Pimenta Link Permanente
    13/08/2012 23:17

    Caros amigos fãns do incomparável CONAN, boa noite.

    Como bem sabemos, as aventuras de Conan sempre foram em ritmo de naração. Nem o filme pratagonizado pelo Arnold fez juz ao cimerio gigante de cabelos pretos lisos e olhos azuis como é retratado nos quadrinhos incrivelmente desenhados e argumentados por Roy Thomas e John Buscema. Este último filme realmente é uma porcaria inventiva que nada tem a ver com a saga de Conan. Fico triste por não termos uma produção à altura do gigante de bronze, tais como os duelos com Olgerd Vladslav, Amra o Leão e sua fase pirata ao lado da lindíssima Bêlit, a rainha da costa negra. Conan foi merceário e fiel, bêbado e lúcido, ladrão e benevolente, alegre e depressivo. Sua explosão ao empunhar sua espada são indescritíveis. Por CROM, acredito que a única forma de retratá-lo caberia aos mestres da computação animada e digital. Enquanto isso não acontece, e sem fidelidade à Robert E. Howard, iremos assistir a filmes infiéis ao insuperável gigante de bronze.
    fo empunharue somente nós, que entendemos

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