Crítica: Super 8
Com cheiro de naftalina no ar estreou neste final de semana Super 8, mistura de aventura, ficção científica e drama familiar dirigido por J.J. Abrams (série Lost, Star Trek) e produzido por Steven Spielberg.
A trama ambientada nos anos 80 é uma grande homenagem aos inocentes filmes desta mesma época, com muitas referêcias a clássicas histórias e muito mais que isso, uma grande homenagem a obra de Spielberg. Curioso que aos primeiros minutos da história é possível sentir o tom de nostalgia da história e uma tentativa de Abrams de fazer uma aventura estrelada por crianças da maneira que se fazia antigamente.
Assim em como todas as outras produções de Abrams, alguns detalhes da história acabam sendo deixados de lado devido ao seu já conhecido estilo de centralizar suas produções nos seus personagens. Abrams ficou marcado por criar história diferentes, mas nunca sem repetir estratégias e fórmulas dos gêneros, sempre destacando e se aprofundando nos seus personagens, quase sempre muito bem- criados.
Com Spielberg como produtor, Abrams parece ter colocado o cineasta em uma cadeira e dizer para ele este filme é para você. Impossível não assistir Super 8 e não lembrar de filmes clássicos de Spielberg como Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) e principalmente E.T.- O Extraterreste (1982) e Os Goonies (1985).
Assim como em E.T., um alienígena é o ponto inicial para o desenvolvimento da história. Nela, seis amigos na adolescência estão dedicados a fazer um filme de zumbis rodado exatamente com uma câmera super-8. O filme amador é dirigido pelo gordinho e entusiasmado Charles (Riley Griffiths), com a ajuda de seus amigos Preston (Zach Mills), Joe (Joel Courtney e estrelado por Cary (Ryan Lee) e por Alice (Elle Fanning), a garota mais popular e mais bonita da escola.
Durante a gravação de um dos momentos mais importantes do filme e gravada em uma escura estação de trem, as crianças acabam presenciado a colisão de um carro com um grande trem, causando um acidente de grandes proporções. O trem que seria como pano de fundo para a trama do filme dos jovens acaba se tornando o papel principal de uma marcante aventura e vivência que vai mudar a vida deles para sempre.
Os jovens descobrem que um de seus professores (Glynn Turman) colidiu com seu propositalmente no trem com seu carro para restar um alienígena que estava sendo capturado pelo governo norte-americano. A pequena cidadezinha é modificada completamente após o acidente, com a chega de muitos militares que mantém um grande sigilo sobre qual era a carga do trem. Ao mesmo tempo o local começa a presenciar estranhos eventos, como sequestros de pessoas e animais, além de estranhas explosões.
As crianças acabam sendo as únicas testemunhas do acidente e precisam esconder tudo que sabem de suas famílias. De um lado Carl, o verdadeiro protagonista, tenta evitar que seu pai Jackson (Kyle Chandler), o xerife-assistente da cidade, descubra que ele estava no local do acidente.
A diferença de Super 8 para os outros filmes do gênero é que a parte de ficção científica é praticamente deixada de lado, o alienígena se torna coadjuvante do seu próprio filme e as poucas explicações sobre a sua origem são dadas somente no final. Abrams como sempre preferiu centralizar a história nos dramas de seus personagens, Carl que vive uma difícil relação com seu pai, após a morte da sua mãe e de Alice que também tem problemas com seu pai (Ron Eldard).
Os dois pré-adolescentes vivem dramas parecidos em suas vidas e junto com o acidente de trem acabam criando um elo, daí entra uma pitada também de primeiros amores da vida.
A trama vai agradar os jovens que estão vivendo essa fase de descobertas e vão se reconhecer nestes, muitas vezes caricatos, personagens. Os adultos mais saudosistas vão adorar ver uma aventura tão inocente e lembrar como dito acima dos filmes que assistiram no cinema nesta mesma idade.
O grande problema de Super 8 também se encontra neste seu lado nostálgico, o que torna logo na sua metade um tanto quanto chato e bobo demais. As tramas dos personagens principais são superficiais demais e as soluções para os fechamentos de seus dramas beiram a infantilidade.
As melhores falas e momentos do roteiro são exatamente nas poucas cenas do filme dos adolescentes, alias todas essas cenas foram criados pelo próprio elenco jovem que tiveram liberdade de escreverem seu próprio filme de zumbis. Pesa também a falta de experiência entre os protagonistas, enquanto o estreante Ryan Lee não mostra tanta confiança e credibilidade, a sua colega de cena e mais experiente Elle Fanning dos altos dos seus 13 anos, mostra cada vez mais como já é uma excelente atriz e superior tanto aos seus colegas jovens como ao fraco elenco adulto.
Curioso como um diretor como Abrams marcado por suas ideias inovadoras, preferiu contar uma história tão sem graça e sem nenhuma novidade. Mesmo assim, Super 8 é talvez seu filme mais autoral por fazer uma bela homenagem a uma época e claro a obra do seu ídolo Steven Spielberg,









Ainda não assisti, faze-lo-ei no próximo sábado, mas estava esperando mais do filme, acredito que criei muita expectativa.
Mas vejamos se vai valer a pena a viagem para Niterói…
Ver a classificação como 3 estrelas já desanima de ler sua critica, mas lerei.
Minha critica é só minha opinião, leia e você vai entender porque dei essa nota
3 estrelas para mim ainda é bom. 2 e 1 estrelas é que é ruim. Para 4 estrelas o filme tem que ser muito bom e para 5, tem que ser ótimo além de inovar e surpreender em diversos aspectos.
Acho que 3 estrelas e pouco dava-lhe no minimo 4 eu já vi o filme e achei muito bom