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Crítica: Sem Limites

março 26, 2011

Sem Limites explora o conceito de que o ser humano utiliza apenas 20% da capacidade de seu cérebro, tema muito explorado na psicologia e por cientistas. O filme que acerta em cheio na sua parte técnica, mistura uma linguagem moderna para mostrar o que aconteceria com uma pessoa capaz de usar 100% da capacidade de seu cérebro.

Na trama, o galã Bradley Cooper (Se Beber, Não Case) interpreta Eddie, um escritor frustrado que vive uma grande crise na sua vida pessoal e profissional. Mora num apartamento imundo, não se cuida fisicamente, acaba de perde sua namorada (Abbie Cornish) e não consegue cumprir o contrato que tem com uma editora. Resumindo sua vida está um lixo e ele não consegue encontrar uma maneira de solucionar seus problemas.

Ele acaba encontrando pelas ruas de Nova York, com seu ex-cunhado que tem em mãos a solução para todos os seus problemas, uma poderosa e proibida droga chamada NZT, capaz de fazer com que a tome seja capaz de usar toda a capacidade do seu cérebro, deixando os míseros 20% e alcançando o 100%.

Após tomar a droga a vida de Eddie muda completamente, em apenas algumas horas ele consegue começar e terminar de escrever o seu livro, aos poucos ele percebe que escrever é uma tarefa fácil demais e resolve tentar aprender outras coisas. Desta maneira ele aprende diversas línguas em apenas minutos, entre outras coisas e descobre ser um gênio da matemática e vira uma espécie de prodígio no mercado financeiro, capaz de fazer previsões única sobre o mercado e claro ganhar muito dinheiro com isso.

O tom escuro e azulado do início da história ganha cores fortes e bonitas após a mudança de Eddie refletindo essa nova fase. Ele deixa de ser um cara largado e se torna um homem sedutor capaz de conquistar qualquer mulher e invejado pelos outros homens. Eddie é capaz de enxergar o que ninguém vê, ele consegue fazer o que desejar e tudo parece fácil até demais.

O diretor Neil Burger (O Ilusionista) escolheu uma linguagem moderna, com estilo de videoclipe para mostrar a transformação na visão do personagem principal, usando um longo zoom em alta velocidade enaltecendo que Eddie é capaz de enxergar a frente de qualquer pessoa. A fotografia de Jo Willems (30 Dias de Noite) cria um efeito que pode até parecer repetitivo, mas ajuda ampliar o universo da mente de Eddie, uma maneira do espectador ficar mais perto e sentir o mesmo que o narrador da história.

O roteiro de Leslie Dixon (A Corrente do Bem) pode não ser um exemplo de perfeição, escorrega em algumas explicações principalmente no final, mas tem grandes qualidades. O texto é extremamente atrativo, sabe equilibrar bem as cenas de ação, drama e principalmente as reviravoltas na trama, encaixando tudo da mesma maneira rápida dos pensamentos de Eddie.

Alvo de duras críticas por outros trabalhos, Bradley Cooper encontra neste filme o papel perfeito para seu estilo, um personagem que não exige uma grande atuação, mas que aproveita todo o charme e carisma do ator. Com um bom ritmo a história chega ao seu auge quando Eddie aprende a cada vez mais explorar o seu cérebro e as consequências de usar a droga, afinal tudo tem seu preço. Durante sua caminhada rumo à vida perfeita, ele encontra com Carl Van Loon (Robert De Niro numa boa e pequena ponta), um homem de negócios que enxerga um grande futuro para Eddie.

Sem Limites é entretenimento da melhor qualidade com uma história inteligente e sagaz. O O final aberto deixa a possibilidade de uma continuação e um questionamento sobre o que cada um de nós faria se fosse capaz de usar toda a capacidade de seu cérebro.

 

6 Comentários leave one →
  1. março 26, 2011 21:11

    Me pareceu muito bom, este eu quero assistir! Quem diria que o melhor amigo de Sidney Brystow iria tão longe…

  2. Gianluca Link Permanente
    abril 1, 2011 16:52

    Gostei muito do filme, mas sinto a necessidade de comentar que o “moderno” já passou. A linguagem do filme é pós-moderna/contemporânea.

  3. anderson ferreira Link Permanente
    abril 2, 2011 23:26

    sem limites veio pra compesar essa temporada de filmes. nesse momento onde há muita ação. sem limetes veio pros que gostam de um filme interessante e inteligente. o filme é atraente e pode ser classificado como ‘bom’ até o fim do ano sendo medidor de comparação para os melhores do ano, pelo menos é o 1ª candidato.
    um filme que chegou sem grandes expectativas e ganhou um merecido lugar nas coleções de qualquer cinéfilo.

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