Crítica: Sexo Sem Compromisso
Passa ano e saí ano e as comédias românticas nunca saem da moda, mesmo sem ter a mesma criatividade de antigamente e com histórias cada vez mais repetitivas. O novo subgênero do momento são as comédias sobre amigos que resolvem fazer sexo sem se envolver afetivamente, algo que na realidade já ficou provado que quase nunca dá certo.
O novo filme a explorar esse assunto é Sexo Sem Crompromisso, estrelado por Ashton Kurten e Natalie Portman, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por sua brilhante atuação em Cisne Negro.
Quase todos os críticos adoraram repetir o discurso de como uma atriz como Portman aceitou trabalhar em um filme tão fraco, um ponto de vista tão clichê quanto a história do filme.
A trama gira em torno do relacionamento de Emma (Portman) e Adam (Ashton), ela é uma médica que dedica todo o seu tempo para a sua profissão e quer uma relação puramente sexual. Já Adam é um um homem que sonha ser um roteirista e está insatisfeito no seu atual trabalho, como assistente de um programa de televisão no estilo High School Musical ou se preferir Glee. Ele acabou de passar por uma decepção amorosa e mesmo assim prefere ter relacionamentos sérios.
Os dois se conhecem desde bem jovens e resolvem ter um relacionamento puramente sexual e sem nenhum envolvimento afetivo. No calor do início do acordo tudo parece perfeito e os dois não perdem uma oportunidade de acabarem juntos com suas necessidades físicas, não importando em qual local ou situação.
Ao contrário da tradição é Adam que começa a se apaixonar por Emma e percebe que precisa de algo mais sério. Adam é um homem carente ao ponto de levar um balão para Emma após a primeira transa deles, como uma forma de agradecimento.
A história segue aquele ritmo esperado, com Adam tentando convencer Emma de que os dois podem ter uma relacionamento, enquanto ela permanece relutante a ideia. Nessa parte em diante vocês devem estar se perguntando, mas afinal o filme é ou não uma boa comédia? A resposta é até surpreendente, sim é uma comédia razoável que tem algo mais graças à atuação de Portman e a direção de Ivan Reitman.
Reitman que dirigiu clássicas comédias dos anos 80 e 90, como Caça-Fantasmas, Junior e Um Tira no Jardim de Infância, tem portanto uma basta experiência no estilo e sabe encaixar as piadas nos momentos certos. O roteiro de Elizabeth Meriwether e Michael Samonek tem seus bons momentos e sabe aproveitar os melhores traços dos personagens principais e também dos secundários.
Natalie Portman deixa claro que é uma atriz completa que sabe atuar muito bem em todos os gêneros, com um ótimo timming para comédias. Do outro lado é incrível que um ator como Kutcher que praticamente só faz comédias românticas, continua tão sem graça e mais uma vez travado em um papel simples. Os dois formam um casal engraçado, mas sem química alguma e assim as cenas de sexo não tem nenhum tesão.
Enquanto Kucher faz mesma cara de idiota de sempre, o filme aproveita bem dois atores coadjuvantes, Kevin Kline como o louco pai do personagem de Adame. Quem também se sobressaí é Lake Bell, especialista em fazer papéis coadjuvantes, desta vez ela interpreta uma neurótica produtora que mantém uma paixão secreta por Adam.
Como em todos o filme do gênero, a parte engraçada da história dura enquanto os dois aproveitam a relação sem compromissos. Depois a trama segue para o seu lado mais romântico, apesar de perder um pouco do ritmo, ainda assim rende bons momentos.
Sexo Sem Compromissos não é uma das piores comédias do gênero, conta uma história que todo mundo já sabe e segue o padrão atual e deixa evidene que uma atriz como Natalie Portman não merece atuar ao lado de um canastrão como Ashton Kutcher








Como já vi muitas comédias românticas na vida, o gênero já me cansou. Se um dia passar na Tv e o tédio me atacar eu assisto, mas nem pra fazer um download ele me interessa. Ashton só fica bem em fotografia, as pessoas realmente acham que este cara é um ator? Natalie é linda, talentosa e carismática, mas PQP esta mulher está em todas, a cara dela não dará descanso tão cedo, já que ainda tem Thor, Hesher, Your Highness pela frente, Hollywood as vezes age como a Globo, sempre escalando as mesmas pessoas…