Crítica: Alice no País das Maravilhas
Tim Burton desde o começo da sua carreira mostrou uma visão única e uma capacidade para transformar sonhos absurdos em realidade. Eis que o diretor do gótico conhece a Disney e sua variedade extravagante de cores, juntos resolvem fazer novas versões de clássicas histórias.
Agora a nova parceria é a continuação da clássica história de Alice no País das Maravilhas, escrita por Lewis Carroll. Na nova versão Alice (Mia Wasikowska), com 19 anos, descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Fugindo dessa situação e com uma leve ajuda do Coelho Branco, retorna ao mundo das maravilhas, mas não se lembra da sua primeira visita e também o local está muito diferente.
Com o passar da história somos apresentados aos clássicos personagens, alguns bem alterados outros nem tanto. Destacam-se o Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Depp em mais uma boa atuação como um estranho personagem e a Rainha Branca, vivida por Anne Hathaway, que novamente demonstra sua capacidade de chamar toda atenção e infelizmente é pouca aproveitada na história. Por outro lado a Rainha de Copas tinha tudo para ser o grande destaque e perde toda graças por causa da exagerada atuação de Helena Bonham Carter.
Como esperado os cenários são gigantescos e lindos, com impressionantes detalhes, desde as roupas dos personagens até as partes em computação gráfica, como a cabeça desproporcional da Rainha De Copas. Infelizmente em 3D os efeitos do filme não se sobressaem e são usadas aquelas velhas técnicas de jogar coisas na tela, chega a ser ridículo os críticos que compararam o 3D de Alice com o de Avatar, imensamente melhor tanto no resultado final, quanto na maneira de ser utilizado.
Durante a história atriz Mia Wasikowska como Alice quase desaparece, virando uma coadjuvante sem graça. Quando a trama chega ao seu ápice e ela é necessária, a cena que deveria ser grandiosa acaba em oito minutos e os últimos minutos da história são usados para mais uma mensagem sem graça e típica.
Nada mais do que mais um filme da Disney, com a vantagem de ter um visual maravilhoso e bons personagens, mas que são utilizados na forma mais básica e previsível possível. O público infantil vai adorar e seus pais, que amam elogiar visão ilusória da vida do estúdio, ficaram felizes como nos finais dos filmes da Disney.
Alice no País das Maravilhas é a maior bilheteria da carreira de Tim Burton e ao mesmo tempo a certeza de que o diretor entrou em um círculo vicioso; Onde o público já sabe que vai encontrar em seus filmes, grandes cenários, a mesma trilha sonora, o mesmo elenco e nada mais. Tim Burton conseguiu transformar seus maiores sonhos em um assustador pesadelo.













Não vejo a hora de assistir. Desse fim de semana não passa!
Tenho visto muitos blogueiros meio decepcionados com o filme. Foi bom que eu li as críticas de vocês, assim vou com menos expectativas.