Wall-E
A última animação que assisti no cinema foi Toy Story 2, desde então assisti os últimos filmes na TV ou em Dvd sempre com um pé atrás, o único que me agradou foi Monstros S.A, e com esse mesmo olhar fui assistir Wall-E no cinema.
Valeu a pena esperar por 10 anos para assistir essa brilhante e emocionante animação da Pixar, Wall-E é realmente um filme que vai agradar tanto o público adulto quanto as crianças, acredito que mais o primeiro público.
A cena inicial é uma das mais belas já feita em uma animação, vemos um mundo melancólico e triste pela desolação total, e nossa planeta Terra transformado em um imenso lixão.
Mas dentro desse lixão existe Wall-E responsável por limpar todo o lixo do planeta e sua amiguinha fiel uma baratinha, essa insólita dupla ao primeiro olhar, protagoniza os primeiros 40 e magnífícos minutos do filme, todos sem um diálogo.
Odeio repetir o que todo mundo já escreveu, mas Wall-E é Charles Chaplin, os gestos, o seu amor cego pela robô Eve, os seus tombos atrapalhados e principalmente seus olhos tristes, que é capaz de emocionar qualquer homem que não se emociona com desenhos (pelo menos a mim emocionou).
A solidão de Wall-e e sua baratinha é o começo para uma bela homenagem ao cinema e que ultrapassa os limites das animações recentes, desde o filme “Hello Dolly!” um clássico musical e que é a chave para emoção no filme. Homenagens que se seguem até o final do filme, que vão desde a excelente cena que relembra 2001-Uma odisséia no Espaço, ET- O Extraterrestre e Star Wars, que alias foi Ben Burtt, gênio que criou os sons da série Star Wars, que criou todos os sons de Wall-E.
Mas não pense que Wall-E só tem homenagens a coisas mais antigas, o filme faz claras referências a Apple, Ipods e todas essas modernidades.
Se a primeira parte do filme são cenas maravilhosas que misturam cenas entre animação e cenas que parecem de verdade, com um impressionante realismo.
A segunda e surpreendente parte (assista e saberá o porque), também com cenas brilhantes como o balé no espaço entre Wall-E e Eve, e até na belíssima seqüência nos créditos finais, perfeita amostra do talento dos criadores da Pixar.
Claro que não faltam as cenas típicas do gênero, ação, forte emoção e claro lições de morais, mas nessa brilhante obra do diretor Andrew Stanton e os criadores da Pixar até as lições de morais dessa vez focado nas questões ambientais, não ficaram chatas e enfadonhas. Mostram uma realidade que cada dia mais é comentada e que poucos fazem algo de verdade.
Wall-E é emocionante do começo ao fim, capaz de colocar lágrimas nos olhos das pessoas menos sensíveis, seja por amor ao cinema ao assistir uma obra-prima na sua frente ou simplesmente pelo enorme carisma do seu personagem principal e sua parceria. Capaz de mudar o olhar sobre nossos pequenos atos que podem realmente mudar a nossa história.
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Julho 1, 2008 às 14:02
Axei seu post legal,tbm curto muito Wall-e,me surpreendi pelo fato de uma maquina transparecer tantos sentimentos e eu realmente acreditar e torcer por ele,Wall-e eh sem sombra de duvida o personagem mais carismatico da Pixar.
Julho 1, 2008 às 15:49
aaa, eu queroo MUUITO veer ! vi o trailer e achei muito bonitinho, ainda maais que eu AAMO animaçãao
Julho 1, 2008 às 16:21
Assisti sábado. É sem dúvida alguma a melhor animação já feita pela Pixar. A história, os personagens, não tem como não se encantar. Um filme excelente.
abraço!
Julho 1, 2008 às 21:47
Realmente parece ser muito boa essa animação, eu que sou fã de animações, com certeza assistirei essa…
Muito legal seu blog, parabéns.