Juno, inocência perfeita

juno
Todo filme tachado atualmente de “independente” corre sérios riscos apos o grande sucesso do filme Pequena Miss Sunshine de ser um filme obrigatoriamente fora dos padrões e formulas prontas do nosso tempo, e Juno consegue isso de uma forma que inédita. Como falar de uma menina de 16 anos que transa pela primeira vez e fica grávida de um menino mais inocente que a própria e sem ser pesado e cheio de boas lições, se a industria das fórmulas prontas queria uma solução para isso, achou nesse filme intitulado Juno e mais do que isso achou uma fórmula que acrescenta dois novos ingredientes para um filme que faça sucesso.

Diálogos rápidos e cheio de sacarmos, personagens que são aquelas pessoas normais que cruzam todos os dias nossa vida e fazem parte da sua família.
Personagens que criam uma relação entre si maravilhosa, desde os pais (pai interpretado por J.K Simmons que é o único ator que não me agradou) da Juno que são a síntese de pais modernos, até a personagem da atriz Jennifer Garden, que nunca fui fã e nesse filme esta ótima, é a síntese de quando nos tornamos adultos e alguns tem medo de mostrar quem realmente somos e nos escondemos em uma imagem que agradara a todos, outra perfeita analogia sobre fórmulas prontas. Já seu marido (Jason Bateman que mostra um talento diferenciado) lembra muito o personagem do par romântico (Michael Cera, o ator perfeito para o personagem perfeito), só que crescido, reprimido pela sua esposa e sua ideai família perfeita),ate conhecer toda a juventude e inocência de Juno, conhecimento que provoca uma das melhores cena do filme, mostrando toda a maturidade real ou futura de Juno.

A personagem principal Juno é perfeita, que foi escrita e construída em pequenos detalhes que juntos criaram uma das melhores personagens que já vi no cinema, e tudo isso graças a excelente e merecedora de um Oscar Elle Page atriz que apesar de nova, é capaz de emocionar qualquer um, desde seus gestos até a entonação da sua voz, além de uma beleza inocente e perfeita para o filme.
Dois detalhes interessantes no filme um que desagradou e outro que é uma perfeição, o que desagradou foi o excesso do mundo “ indie” no filme e que ate é considerado um futuro motivo para o não reconhecimento na academia na hora da premiação final, mas que é um pouco mais novo (meu caso) ou convive com jovens sabe que o filme ressalta e mostra perfeitamente essa nova cena intitulada indie, que ajuda todo o contexto do filme e que é o motivo principal de uma das melhores coisas do filme que é a perfeita trilha sonora, que vai ganhar um tópico exclusivo e mais detalhado, que completa as lacunas do filme, recheada de artistas interessantes como Cat Power, entre outros, com grande destaque para a banda The Moldy Peaches que faz uma ótima musica folk.

Juno foi considerado uma comedia dramática por todos, a primeira metade seria a comedia e a segunda parte um drama inteligente e extremamente bonito,o filme mostra aquela inocência e mistura de imaturidade da adolescência, prova que não é preciso levar tão a serio alguns assuntos, e principalmente mostra um amor inocente mais que sentimos na sua adolescência, quando não temos ainda aquela visão chata de perfeição, e tudo isso é concretizado na ultima cena, uma das mais lindas que já assisti no cinema, que nã ao descreverei para vocês assistirem e terem o prazer de se emocionar, os dois segredos que comentei acima? Ser simples e inteligente.

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13 Respostas para “Juno, inocência perfeita”

  1. Menino.
    Quero ver Juno.
    Não vi o oscar
    e vou pequisar isso agorinha!

  2. É do mesmo autor de “Thank you for smoking”, um impacto já esperado. Assim como foi o autor. Muito bom. Assisti semana passada a ele.

  3. Olá,
    Escrevo de Resende-RJ, mas sou de sampa tb. Estive há tempos atras aih em sampa e vi muito disso mesmo. A cidade está morrendo aos poucos.
    Fiquei decepcionado com isso. Minhas lembranças de sp sao de natais e reveillons passados com a familia inteira, e antes disso acontecer, aquela viagem torturante de 4 horas, até o momento em q entrava na cidade e tudo melhorava. Agora que foi proibido qualquer tipo de poluiçao visual, a cidade está mais “sem sal”. Fico triste tambem pelo fato de cursar publicidade, mais aí já é outra historia heheh

    Enfim, gostei da sua analise do filme, apesar de nao ter assistido – e depois de ter lido sua analise, digo que fiquei curioso para assistir.

    Parabens por escrever tao bem, com abundancia de detalhes que nos deixam preso a leitura.

    Abraços

  4. Ainda não tive o prazer de ver o filme, já ouvi varios comentarios exelentes sobre o filme anteriormente.

    A proposito, otimo blog, obrigado pela visita e pode contar com minha presença por aqui, três coisas que adoro Cinema, Musica, e TV (não tanto a brasileira). Um Blogueiro bem humorado também ajuda xD

  5. ainda não vi o filme. Mas todo mundo fala bem, então deve ser filme bom, apesar do gênero não me agradar tanto.

  6. Quando li a sinopse há um bom tempo atrás, eu não gostei muito.
    Maaaas, depois disso eu só ouvi falar bem do filme. E alguns comentários que me fizeram ver que o que eu achei que não gostaria no filme na verdade não é bem assim.
    Então, agora estou bem animada pra ver. :D

  7. ainda não vi o filme, mas depois de ler o seu post me deu mais vontade ainda, pois tb já ouvi comentários bons sobre ele.
    qnto ao meu post, é bem aquilo lá que eu acho, mas esqueci tb de falar sobre o povo comparar o filme com o godzilla tbem.. rsrs.. enfim..
    depois quero ver o que vc escreveu sobre ele.
    abs!

  8. kero ver!
    parece q eh o Beleza Americana da vez, né?

  9. Vamos ver no que vai dar…eu já fui de assistir mais a MTV, hj em dia isso só acontece raramente e qnd estou zapeando e parece estar passando algo legal…
    Abraço,

  10. Adorei o filme….muito bom..é um exemplo de vida de uma adolecente gravida…muito bom vale a pena assistir…
    bjOO
    abraços

  11. A primeira vista, esse filme parece bonitinho. Agora, se você for para pensar, a mesma película prega uma prática indiscutivelmente vil,qual seja, a entrega (sob qualquer pretesto) de crianças recém nascidas em adoção! A estória é vista sob um apecto superficial e, pior, com um final do tipo: “essa foi a melhor coisa a se fazer”. Pois bem, achei de extremo mal gosto o filme e essa mensagem final é totalmente inconsequente! E os direitos dessa criança a sua verdade biológica? Agora é transar e simplesmente entregar o filho? Cara, tem inúmeras coisas que podemos pensar e que faz de Juno um filme repugnante! Me matem, é minha opinião… respeito quem gostou… FUI!!!

  12. Olá..
    Bom, eu discordo do filósofo itinerante. Apesar de o filme tratar de um assunto polêmico e nos deixar com algumas dúvidas sobre o que realmente eles deveriam ter feito.. sim, acho que o foi a melhor coisa a se fazer. O que Juno e Bleeker deveriam ter feito? Eles tinham apenas 16 anos. Iam casar sem nem mesmo saber se se amavam? Ou Juno deveria ter feito como tantas outras mães imbecis que abortam? Ou que têm o filho e este mesmo ficam aos cuidados dos avós? Não, não acho que deveria ter sido desse jeito. Juno e Bleeker não tinham condições emocionais e nem finaceiras de bancar um filho e Vanessa, que nunca poderia ter um filho, morreria com esse sonho? Ué, todo mundo saiu feliz. A vida da criança foi respeitada, isso é o mais importante. E com certeza, ela teria uma vida muito mais estável e feliz ao lado de Vanessa, do que dentro da imatura relação dos pais biológicos.

    Trata de um assunto sério e com uma leveza incomum. As pessoas crescem e acham que tem sempre a razão, são cheios de querer complicar.

    É isso o que acho.
    Adorei o filme. Está entre os meus preferidos.

  13. Filosofo Intinerante Diz:

    Oi Fefa! Acredito que aqui não seja o espaço ideal para abrir esse tipo de discussão, mas ainda acho que a atitude de Juno não foi a das melhores! Trabalho na Promotoria da Infância e da Juventude e direto me deparo com casos do tipo de Juno. Esse tipo de adoção é chamada de “intuito personae” e, na maioria dos casos, as crianças crescem profundamente traumatizadas! Porque? Por não saber de sua origem e de seus laços consanguíneos! A criança cria uma dupla rejeição! A primeira é saber que foi rejeitada por sua mãe muito antes do parto e, a segunda, é saber que biologicamente não faz parte daquela família adotante! Por outro lado, acho louvável mães, adolescentes ou não que criam os seus filhos, mesmo que seja com ajuda de pais, avós, tios ou o que seja! Sem dúvida elas não se arrependem do desafio e não se enxergam sem a criança! Bem, mas emfim, o filme não deixa de ser bonitinho, como te disse e agrada os olhos! Mas mesmo assim, não gostei da mensagem final! Beijos!

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